Retorno. Discreto e suave, cuidadosamente volta-se a escrever. Palavras fluem, sentidos esclarecem e todos os méritos de desabafar se tornam presentes novamente. A ausênsia acaba, restando somente as saudades do que não foi, como um grande mestre dizia, saudade é o que faz o tempo parar.
E o tempo que fluía tão devagar, agora já acelera. A subjetividade e a futilidade dos dias se parece mais presente, roubando horas e fazendo com que a vida passe sem tempo de arrependimentos. É a dança dos anos que leva a esquecer o presente, rebaixando-o em prol de um futuro que não existe em lugar nenhum além da imaginação.
Mas o foco é oque importa. Sentir e viver, sabeorear o crescer de cada sensação, e encontrar a felicidade nos pequenos detalhes da vida.